Sempre imaginei meu parto como nos filmes, que tolice a minha, não queria me prender a realidade. A bolsa iria estourar no meio de um mercadinho, minha preocupação seria com quem vai limpar a sujeira que fiz e correria para o carro a caminho do hospital. Mas nem tudo é como a gente idealiza.
Eu não faço compras, minha bolsa não deu sinal e Elis não estava afim de nascer. Esperta desde a barriga, claro. Eu também não iria querer conhecer o lado de fora. Mas também já não aguentava o mundo sem ela nos meus braços.
41 semanas, mochilas no carro e esperança zero. Era certo que o medico me mandaria de volta para casa, mas para surpresa de todos, ele trouxe Elis a vida. Com seus 3.310 kg e 48 cm. Ela nasceu de uma cesáreana, as 21:57hrs de uma terça-feira, 29 de janeiro de 2019.
Aquariana, chorona e linda.
E eu boba, frágil e inerte.
Hoje faz uma semana do seu nascimento e realmente não foi como nos filmes. Nem o melhor diretor do mundo conseguiria descrever tamanha perfeição.
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