segunda-feira, outubro 29, 2012

Aprendi a ser só



Quem me ver acha que eu sou sozinha. Mas é assim que eu me sinto quando espero demais de alguém que nem espera por mim. Eu estava sozinha no meio daquele salão enorme cheio de rostos desconhecidos, quando me dei conta de que eu não estava ali. Alguém distante gritava o meu nome, mas eu só ouvia o estrondo do som que me deixou surda por algumas horas. Alguns empurrões me tiraram do lugar, e tudo a minha volta se desfez no momento em que eu consegui abrir os olhos. Eu estava bem, porem não no meu estado normal. É que eu sou mesmo uma tonta, e vi o meu passado com outro alguém. Não foi ciumes, mas é que eu não consigo me acostumar com essa ideia de que as coisas mudam. O que um dia já foi a minha vida, hoje não passa de um retrato guardado no fundo do bau. Ninguém quer relembrar o passado, mas as vezes é bom limpar e organizar as pastas. Preciso garantir um espaço para o futuro. O problema é que eu me dou bem com a minha solidão. E aprendi que minha auto independência é muito mais do que dar uma volta na praia sozinha ou ir tomar um açaí na companhia de um fone, só porque ninguém quis ir comigo. Eu não nasci grudada com ninguém, e custo a acreditar que é impossível ser feliz sozinho... Eu sou sozinha, e sou feliz.
Sou feliz no meio do mato com os meus pensamentos grudados na planta que pisei. Ela não teve culpa, coitada. Mas meus olhos lacrimejam sobre o tempo ensolarado quando olho la pro céu. Tem alguém gritando de novo o meu nome, e percebo que o tempo aqui passou rápido demais. Sou feliz na fotografia que esta no retrato, com tanta memoria guardada, é ate engraçado o passado. Sou feliz brincando com meu irmão mais novo, são pouquíssimas a vezes, mas é quando eu posso. Acho que aprendi a ser só. Mesmo tonta, mesmo na multidão, mesmo no mato. Aprendi a me apegar a mim mesma quando na verdade eu não me apego a ninguém. Aprendi que não posso me esconder atrás do mundo, não posso viver sem que o mundo me veja. Aprendi que não posso me prender ao passado, não posso deixar que o passado viva o meu futuro. Aprendi que não posso me transparecer nas coisas, não posso me deixar aparente em tudo. Aprendi a valorizar menos as coisas, aprendi a viver sobre mim. Aprendi que entre amar ou morrer, eu escolho sofrer. Porque a cada sofrimento haverá uma lagrima, a cada lagrima haverá uma historia e a cada historia sempre haverá um novo começo. 

Acho que não sei



É essa semelhança tão grande, que ate nos distancia. Deve ser esse seu jeito alegre de ver as coisas, a capacidade de levar tudo numa boa, a maneira que leva a vida tranquila, mesmo com tudo desabando do outro lado. Seus olhos mesmo iluminados, carregam no brilho o sofrimento do passado, a frustração de toda uma vida batalhando. Essa não sou eu, mas parece que me descrevi ali. E não entendo. Temos a mesma maneira de vê o mundo, os mesmo defeitos de por motivo em tudo, as mesmas manias. Mas parece que há uma barreira se abrindo entre a gente.
Você agora esta dançando sozinha no meio do salão, todos estão rindo, e não é de você. Mas é que sem essa mulher, tão engraçada e divertida, a festa não teria um pingo de graça. Acho que bebeu um pouco mais alem da conta, e me abraçou. Pode ate parecer besteira, mas não foi um abraço qualquer. Foi sem parabéns pelo aniversário, foi sem presente de natal, foi sem pose pra foto, foi sem esforço. Foi ate estranho e ate normal. Meio sem jeito, mas foi. Tudo a nossa volta continua em movimento, e me lembro de você me ensinando geografia na 5 serie, tirei a maior nota do ano, e vi você feliz por mim pela primeira vez.
Você não era só uma louca dançando bêbada iluminando os olhos de todas aquelas pessoas, era a minha mãe. Nem tão melhor do mundo assim, nem tão pior.
Parece que é o meu futuro que estou observando. Você esta la, linda como sempre, e eu estou aqui pensando em como sou sempre rude com as coisas. Julgando sempre, deve ser por ter tudo tão fácil. E ao invés de aprender com todos os seus erros, eu vou errando igual, Ilário não?
Naquela noite em que fugi de casa eu tinha em mim a esperança de que iria levar a maior bronca do mundo. E você não brigou, mas conversou comigo pela primeira vez. Ainda saiu escondido pela janela, ainda bebo nas festas mesmo sendo de menor, ainda tiro nota baixa e perco o boletim. Só a uma única coisa de diferente durante todo esse tempo, você sabe de tudo, e não liga. Não liga porque sabe que não adianta, não liga porque era igualzinha quando criança, não liga porque eu também não ligo se você ligar.
Acho que deveria agradecer a Deus por ter você, também acho que te devo desculpas, mas não peço. Não quero que leia o que escrevo, mas eu posto porque acho que deveria postar. E agora eu começo a achar tanta coisa. Acho que eu deveria estar estudando, mas penso em como terminar o texto. Acho que sinto a sua falta, mas quero sair de casa. Acho ate que te amo. Amo mais do que pensei que amasse, amo mais do que já te odiei. Mas nunca te disse isso. Acho que você é fraca, e eu sou igual. Acho que preciso de você, mas não quero precisar. Acho que me perdi e te encontrei, por não conseguir me achar. 

sexta-feira, outubro 26, 2012

Vai ver não foi você



Vai ver não foi você, fui eu. Vai ver foi o querer pra mim, o querer bem, querer perto ou longe não sei, vai ver eu só queria. O que eu me pergunto é o porque que eu queria, e o que era realmente que eu queria. Vai ver eu queria sua presença, seu cheiro, acordar ouvindo você falar bom dia no pé do ouvido, queria ligações repentinas e mensagens na madrugada, almoço em família, luau na praia, queria tudo menos flores. Eu odeio flores. Sobre tudo eu queria você, só você. E apesar de não lhe ter, eu lhe tenho sempre que preciso, o problema é que eu preciso sempre, preciso de uma forma urgente, uma forma insaciável.
E eu me pergunto, lhe pergunto, todos perguntam. O que é que você tem? O que eu vi em você?. Vai ver foi o seu jeito de me olhar, o seu sorriso, talvez tenha sido seus sumiços e suas voltas repentinas, vai ver foi seu jeito arrogante de falar o quanto me queria, vai ver foi sua frieza, talvez tenha sido as decepções, as sensações, a sacanagem bem dosada, as loucuras que me provocou e me provoca até hoje. No fundo o que me prende a você é essa impossibilidade de sermos finalmente nós dois.  Vai ver é amor . É, é amor, só pode ser amor, ou quem sabe é ódio. É, é ódio, ódio de mim. Ódio de não saber manter raiva de você, ódio de  não guardar por muito tempo as mágoas, ódio de com tudo sentir o que eu sinto. Ódio mais ainda de não conseguir nunca odiar qualquer coisa que venha de você. É vai ver foi isso tudo que eu vi em você, vai ver é por isso que essa novela vai ser sempre assim, com inúmeros capítulos, mas com todo mundo sabendo do final. No fundo  é tudo muito confuso. Eu te amo, eu te odeio. Você me faz muito mal e muito bem  também, me faz um bem enorme e indescritível o problema é que você nem sempre quer me fazer esse bem. Na verdade no amor não existe certo nem errado, existe o que faz bem e o que ME faz bem, e o que me faz bem é você, sem sombra de dúvidas, é você. Mesmo com todos os erros e acertos. E mesmo sabendo de todos os erros, você é o certo pra mim. Todo mundo insiste em dizer que faz mal, mas só eu sei o quanto me faz bem.


(Gabriela Rodrigues)

quinta-feira, outubro 25, 2012

Uma nova dança



Me peguei olhando pra você durante horas. Seus olhos mudavam de cor junto com as imagens na TV, sua respiração calma indo contra minha, sua boca seca desejando água, seu corpo quente, mesmo com o ar gelado, e eu ali envolvida nos teus braços me perguntando se aquilo ia ter fim. Fui hipnotizada pela sua dança sem musica, você soube conduzir meu passos atropelando cada refrão. E me desenvolveu um novo jeito de ir descendo ate o chão. Não era sonho, estava tudo real. Ate as horas que passavam foram pausadas pelo som. Na sala de espelhos eu via todo o seu perfil. E me jogava pro alto sem medo de direção. E permaneci meio tonta quando cai de cara no chão. Você continua paralisado no mesmo lugar, mas eu tenho que ser impaciente e me mexer a cada 10 segundos. Seus dedos conseguem caminhar sobre a minha visão, e meu corpo é favorecido por cada arrepio que me proporcionou. Não consigo pensar em mais nada, a não ser o quanto que aquilo me lembrou das coisas que ja passamos juntos. 
Não posso continuar com isso. Meus sentimentos as vezes me enlouquecem, não da pra fingir absolutamente nada. Tudo passou, menos o medo de voltar ao que um dia me trouxe dor. Você sempre meio incerto, meio errado, meio tolo, e eu sempre esperando que tudo possa mudar de novo. Vai ser pra sempre assim? viver em busca de elevar um sofrimento mal sofrido. E meio sem ritmo, e meio sem jeito, eu continuo tentando me entender primeiro. 

segunda-feira, outubro 22, 2012

Desejo indesejavel




   Foi algo inexplicável se transformando em apego. Você conseguiu partir para outra enquanto eu não consegui nem entender de verdade o que era aquilo. Era um tipo de exagero chamado de amizade. Era um tipo de amizade atrapalhado por querer sabe se você anda bem. Era querer bem, não sei se bem longe, não sei se bem perto, talvez era só querer.  E desisto. Desisto porque o que a gente estava vivendo ali já não me importava mais. 
   E você chegou meio que de repente e me mostrou o quanto que eu posso ser melhor, me fazendo acreditar que nem todo mundo é igual, começando pelos homens. E veio com um sorriso entre aberto com os olhos abaixados caminhando em minha direção. Tudo deveria parar ali, foi como se eu estivesse pintando um retrato seu e feito uma amostra ali na minha mente. E me fitou com os olhos que gritavam por saudade. Mas me controlei, estavamos ali como amigos, pensei. No começo ate achei que seria diferente, que tudo não passava de um passado contente. Mas nada deixou de ser como era antes. Não estava tudo igual e você conseguiu me vencer pela insistência. E só agora percebo o quanto sou boba e frágil. O vinho acabou, a luz se apagou e você estava ali deitado no chão frio do salão com a cabeça no meu colo, entrelaçando seus dedos no meu cabelo, me fazendo morder a sua mão, com essa sua mania louca de fazer doer as coisas, sem perceber que o que mais dói mesmo, é o meu coração. E você é tão idiota, que permaneceu meio intrigado me olhando como quem não quer nada, com aquela carinha de cachorro pidão. Não consigo retribuir o olhar, a verdade é que olhar pra você me faz perceber o quanto que o tempo passou, e só você não passa. Aquilo deixou de ser uma visita e passou a ser mais uma obrigação.
   E agora eu me pergunto o que era mesmo que você estava fazendo ali? Não me beije agora, só me responda. Porque a pouco tempo atrás no eramos apenas.. E fui interrompida por um beijo seu. 
   Acho que eu ia dizer que eramos amigos, ou só duas pessoas se desejando por inteiro no meio de um salão vazio e escuro, criando uma barreira que permaneceu intacta por duas horas, que foi sendo detonada por um simples ato de resistência. E durou mais do que o esperado, e me domou mais do que deveria, e reconheci minha fraqueza no mesmo instante. Você estava ali, mas não era assim que eu queria que estivesse. 
   Hoje você me fala que fui umas das mulheres mais legais que já conheceu, tento acreditar. Não sinto culpa, nem arrependimento. Mas quero lembrar de você como quem tem a certeza de que ainda não acabou. 
   E me deixou na porta com um ultimo beijo de despedida, tento esquecer essa parte, mas me peguei pensando nisso durante toda a semana. Me lembro bem.    Você disse que ia voltar, ainda estou te esperando. A esperança foi a úncia que ficou depois de você se foi.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Tudo que vem, vai



   Ta, chega! Eles somem o tempo todo, fazem eu me sentir sozinha no mundo, e me deixam chorando porque a ultima colher de brigadeiro acabou. Enquanto eles estão lá, pensando em qual vai ser o próximo prato da noite. E eu fico aqui enrolada no cobertor porque não tem ninguém para me esquentar, pensando em como seria bom se todos eles voltassem de novo, e olha, eu já conheço o final dessa historia, eles sempre voltam. Sem pedidos de desculpas, sem anel de casamento, eles voltam mais fortes, mais unidos, mais próximos, mais bonitos. Parecendo ate que aprendem outro jeito mais fácil de me iludir novamente, pondo um lindo sorriso no meu rosto, me fazendo a mulher mais feliz do mundo. E não dura tanto. Parece que a lei do "tudo que vem, vai" se contorce pro lado deles, e la se vão eles embora de novo, arrancando mais um pedaço do meu tenebroso coração. E eu não consigo entender, eles não se conhecem, não se falam, não se imaginam, mas vão e vem no mesmo instante, é como se todos eles tivessem um período fértil que se envolvesse comigo, no mesmo minuto, ao mesmo tempo. 
   E eles somem. E me consomem. E reaparecem. E me procuram. Me fortalecem. E me chamam de minha. E eu sou de cada um deles que me julgam perfeita ate o momento que a fertilização acaba e de única, eu passo a ser só mais uma. E eu me apaixono. E eu me envolvo. E eu me perco. E eu sofro. E eu amo. E eu bebo. E eu caiu de novo. E me levanto. E me recupero. E me balanço. E me desespero. E me vejo perdida novamente. E eles me acham. E eles me encantam. E me dominam. E me fascinam. E me cansam. E eu acredito. E eu crio. E escrevo. E envio. Pra vê se quem lê, consegue se encontrar sozinho.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Casinho nada serio



Minhas lagrimas eram de decepção, não de você. Quando me dei por mim eu já estava ali mostrando o quão grande era toda aquela minha inocência que sumiu por um segundo. Você me pareceu um cara legal ao me abraçar e me fez sentir segura quando percebi que era você quem estava ali. Não achei que depois do terrível primeiro encontro haveria um próximo em que você me faria sorrir durante horas, e delirar em cada toque seu. Foi ai que você chegou com toda a sua graça de sempre e me mostrou como eu consigo ser terrivelmente chata. E só de pensar que isso já faz mais de um ano, bate uma saudade. É, saudade de quando eu não precisava nem sentir um pouquinho da sua falta que você já estava lá. Parecia que lia a minha mente, cade ele? Puf. E logo aparecia seu nome na ligação tão desejada da noite. Eu já estou ouvindo o som do seu carro aprofundando a minha mente, e me preparo para te ver. E  me vem você com seu sorriso debochado perguntando como foi o meu dia, conseguiu ate me convencer de que estava mesmo preocupado com isso.
Eu sempre tive a certeza de que nada daquilo me afetaria emocionalmente, deve ser por isso que eu prefiro os homens mais velhos. Não é pela experiência, nem pela grandeza , mas é que esse medo de acabar desenvolvendo um certo tipo de afeição não me atinge. 
Não esperava nada de diferente de você, percebi que era com um homem que eu estava lidando. Até aquela noite em que me fez prometer que aquilo ia ser pra sempre. E prometi, e desconfiei, e notei o motivo que me fez entender o quanto que aquilo era bom pra você. Ainda estou cumprindo a minha promessa. Ainda estou esperando a sua tão esperada ligação. Algumas pessoas podem nomear isso como "amante" Mas eu prefiro deixar aquela coisa de que estou fazendo algo de errado pra lá e passo a acreditar que você pode ser mais um motivo para um texto meu. Você mudou com o tempo, não te culpo. Mas é que essa coisa de tudo passar não é comigo. Acho que aos poucos eu vou nos entendendo cada vez mais. A gente saiu aquela noite, lembra? Foi tudo normal, como das outras vezes, mas parecia que já não estava mais lá. Sem estresse de trabalho, sem problemas de família, sem cansaço, sem muitos assuntos, sem um não. É, acho que acabei virando mesmo aquela tal amante.

quarta-feira, outubro 03, 2012

A tal da amizade colorida




   Sabe, eu preciso parar de achar que tudo pode ser pra sempre. Mesmo sabendo que esse pra sempre acabou desde o dia em que a gente deixou de ser só eu e você. Eu tenho essa mania louca de insistir nas coisas, admito. Mas é que eu não acho errado esperar de uma pessoa que já foi a minha vida, um simples ato de que eu sou muito mais do que isso que a gente ainda esta vivendo. Mas afinal, o que é mesmo que a gente esta vivendo?

   Estamos vivendo o inicio de um termino de namoro, quando a gente terminou pela primeira vez e cada um foi para um lado, lembra? Aquilo fez eu me senti uma formiguinha catando açúcar da lata. Tão pequenininha eu tava, mas sempre cheia de esperança. Você parece que sumiu do mapa durante uma semana. Eu não ia te ligar, mas queria te atender. Acho que o meu erro foi ter te amado demais, demostrado demais, me desvalorizado demais ou ambas coisas. Mas alguém deve ter te dado um pé na bunda e ai sim, você resolveu me procurar. Foi ai que eu descobri que aquela dor que havia aqui dentro de mim, se transformou em amadurecimento. O seu GPS no mapa resolveu aparecer, e eu tinha todos os seus passos em apenas um clique, isso me deixou mais forte. Mas houve uma vez em que você desapareceu de vez. E eu aprendi que nem tudo na vida é como a gente quer. Conheci novas pessoas, e vi você passar com uma nova companhia. Abri um sorriso ao me ver refletida no espelho e perceber no meu olhar que já não havia mais nada entre a gente. Cade a raiva? O desespero? A lagrima? Passou... E você também passou.
   Dessa vez estava sozinho e piscou o olho para mim, como quem diz: Estou esperando por você! Mas lembrando bem, você um dia me disse que eu te conheço melhor do que ninguém, acho que estava enganado. Aquilo não foi um chamado, e sim um grito de socorro. Você dizia que estava com saudades e meio tonto derramou a cerveja no chão. Dizem que bêbado fala a verdade, mas cade a saudade gritando o meu nome? E só de lembrar em todas as coisas que já me disse quando estava embriagado eu começo a torcer para que eu só encontre você caído no chão. Não me leve a mal, mas é que nossos momentos bonitos juntos já saíram de moda, e você assim é bem melhor! Aonde fomos parar em? Quem diria que depois de tanto tempo a gente ainda ia ter uma ligação juntos. Imagino a gente daqui a 10 anos na mesma historia e ladainha de sempre. Eu sinceramente não me vejo nesse futuro, mas vamos lá. Quem a gente esta enganando? Já não há sentimento a tanto tempo, e agora já não existe nem se quer a própria ilusão. Sabe essas frescuras que as pessoas falam que precisa em um amor. Carinho, compaixão,  proteção e blá blá blá. Entre a gente só existe no máximo sarcasmo, rancor e competição. Temos que admitir vai, desgastou. Ou melhor, acabou. O tempo passou e de Amizade colorida não ficou nem a cor. 
   Algumas amigas minhas diziam que isso ia acabar em casamento, mas você ta mais pra vira-lata perdido na porta da igreja do que pra noivo.