domingo, março 29, 2015

10 anos.

   Tenho tanta saudade do que já foi, que tenho medo do que esta por vim. O futuro sempre me preocupou. Fico pensando como sera daqui a dez anos, sera que vou ter os mesmos amigos? Estarei formada? trabalhando? Penso. Vou ser rica ou pobre, vou ser atropelada por um caminhão ou viver ate os 100 anos? Não sei.
   Mas, quem é que sabe? 
   Você sabe?
   Estou na piscina, acabei de me mudar e não conheço ninguém desse prédio. Olho pro alto e vejo meu apartamento no decimo andar. Tenho 9 anos, e nunca tinha morado em um condomínio com mais de 6 andares antes. Eu estava feliz, mesmo que tenha deixado meus antigos amigos para trás. 
Meus amigos na verdade eram gente grande, que viraram mais amigos do meu irmão mais velho, do que meus. Mas mesmo assim, eu brincava com eles. 
   Uma menina me chama, e pergunta meu nome. Digo que acabei de me mudar, e ela, mais extrovertida do que eu, que sempre fui tímida, puxa assunto comigo.
   Viramos melhores amigas, sim, amigas! 
   Amiga que hoje, depois de 10 anos, ainda me liga chorando pedindo um consolo. 
Sou boa em dar conselhos, mas assim, digitando, não sou boa com as palavras que saem da minha boca. Muito pelo contrario, sou péssima. Parece que as melhoras coisas fogem e eu só consigo soltar um: Vai ficar tudo bem. O que não é muito mentira, mas é mais do que previsível. Sou péssima, mas pelo menos, sou amiga. 
A nossa amizade é meio que distante, sem aquele mimimi todo de quando tínhamos 13 anos. Talvez hoje não haja mais aquela necessidade de falar aos ventos tudo o que se passa na sua vida. Desde o que comeu no café da manhã, ate o que namoradinho do momento falou sem querer na cama. 
   O tempo passou, e tanta coisa mudou. 
   Mas ainda estou aqui. Não no passado, nem no futuro. Estou no presente. Pensando somente em como ainda não fui atropelada por um caminhão, e nem ganhei na loteria. 

quinta-feira, março 26, 2015

Indecisa decisão

   Queria poder não ser tão indecisa, ate em meus pensamentos a minha indecisão me atrapalha pondo todo um contexto entre o que eu realmente sinto e o que eu quero que seja de verdade.
   Mas o que eu sinto é verdade. 
   E é possível se apaixonar por alguém que você nem conhece? É claro que é. 
Já me apaixonei tanta vezes por possíveis amores impossíveis, que talvez me ligassem no outro dia e me chamassem para sair. 
Se apaixonar por uma ilusão é fácil. Você cria uma historia, pondo um ponto final desde o inicio e tenta seguir o roteiro em que só você mesma sabe de co. Pena que nem tudo é como a gente quer. 
Ele não liga. Não te liga por que talvez nem tenha salvado o seu numero na agenda telefônica. Mas você, assim como eu, fica grudada no telefone acreditando que ele vai ligar. Sim, é claro que ele vai ligar! Mas o telefone não toca.
Nenhum numero desconhecido aparece na tela do seu celular durante uma semana. E sua vida volta a ser a mesma quando toma em si que aquilo era só uma ilusão. E vai ter outra ilusão. 
Outra igualzinha que faça você levar o celular ate pro banho pro caso dele ligar e você poder atender. Um dia, você recebe uma ligação, eu recebi uma ligação! E dessa vez tudo o que você pensa é em não atender, pra não correr o risco de se machucar de novo. Mas você atende, e se machuca. 
Se machuca porque ainda é cedo pra ser madura o suficiente e enxergar a própria realidade. Realidade essa em que você se encontra sozinha, e não é por uma opção.
   É que sozinha, independente de você ou não, o mundo toma um jeito de te encorajar pro futuro, mesmo que nele ainda exista um pouco de confusão. 

terça-feira, março 24, 2015

Na duvida, acreditei.

  


   "Você já amou?." Perguntou ele.
   Já pensei sobre o amor de varias maneiras, e ainda sim, não consigo entender o que de verdade ele é. Sera que aquilo que eu sentia era mesmo amor? Mas então, porque acabou? Não, não acabou. 
   "Sim, uma vez!" Respondi. 
   "E o que aconteceu?" 
   "Amei tanto, que esqueci de ser amada. Na verdade, fui amada, mas não tanto quanto amei." 
   E pela primeira vez, me peguei sendo sincera comigo mesma. Pelo menos dessa vez acreditei no amor que não tive. E desacreditei. 

segunda-feira, março 23, 2015

Minha permissão

   Sempre tento não me apegar muito nas coisas. As vezes acho que sou madura o suficiente para não me iludir demais. É como se de certa forma todo o sofrimento em que me veio a tona durante todo esse tempo me transformasse em uma pessoa diferente de quem já fui. Me sinto madura o possível para superar todo o meu drama de adolescente. Não me apego, não demonstro, não me entrego. 
   Acontece que, nem sempre fui assim. 
   Tenho 19 anos. Já me envolvi com tanta gente que me pergunto se precisava desse elenco todo em minha vida. E precisava sim. Fui sozinha durante quase uma vida inteira. E a partir da solidão, vinha a necessidade de ter pelo menos alguém em minha vida. Que foi o que eu fiz.
   Quando criança (como quase toda criança), eu sonhava com o amor da minha vida. Não tinha problema com a separação dos meus pais, porque desde que me conheço por gente, eles sempre foram separados. Eu sabia que tudo acontecia por algum motivo. Pelo menos tinha esse ponto em maturidade. E nunca me queixei. Mas acreditava no amor de verdade. 
Aquele de novela que todo mundo quer separar, mas eles sempre dão um jeito de ficar juntos e vivem felizes para sempre. 
Mas eu não contava com o depois. O depois em que eu só fui conhecer la pros quatorze anos de idade. Onde tive enfim, o meu primeiro amor. 
   A melhor parte dessa historia é a que fica antes de começar. Onde quando tudo é saudade, e você não sabe muito bem o que sente de verdade. A maioria das vezes me pegava pensando se de fato aquilo estava acontecendo. Pra mim, era só amizade. Mas aos olhos do meus conhecidos, era mais do que aquilo. E eu nunca enxerguei. Não queria enxergar.  
Há pouco tempo atrás diria que preferia que nunca tivesse enxergado. Mas como tudo o que acontece é porque tem que acontecer - Sempre tive esse pensamento - Eu digo que foi bom ter passado por tudo o que passei. 
Sofri sozinha, durante a maior parte da historia que se refere a mim, era como se fosse parte de tudo o que conheço. 
E faz parte de quem sou. Eu sou essa historia mal resolvida, que com o passar dos anos, me resolvi. 
Resolvi não tentar mais estabelecer uma coisa que não existia ali. E quando percebi, de fato, já não existia mais nada. Só o tempo, que passou e me levou o que eu mais temia. Levou os meus contos de princesa, minhas historias iguais as da novela. Levou tudo o que em mim já não se habituava. 
Mas depois percebo que simplesmente, cresci. 
    Me permitir levar por uma nova historia. Não uma dessas que a gente vê em fotos do facebook. Uma historia de verdade, daquelas que vou me lembrar pra sempre. Não só de como começou, mas de como um dia decidi me deixar levar por alguém, que assim como eu, se deixou permitir.

terça-feira, março 17, 2015

Eu por fim sabia

Eu por fim sabia, que um dia as ondas do mar quebrariam me fazendo perceber o tempo em que me fez esperar. Esperar sempre foi meu ponto fraco, mas palavras nunca me faltaram, e meus atos nunca me fizeram arrepender. 
Eu por fim sabia, que no meio da noite meus braços te procurariam, na esperança de seus olhos se encontrarem com os meus, e seus lábios me pedissem beijos que me afetaria. 
Eu por fim sabia que naquele dia eu não te abandonaria, que apesar das palavras fugirem um pouco eu te amaria, que mesmo sendo um amor meio torto, eu por fim sabia.