segunda-feira, julho 14, 2014
Mais um dia
Hoje foi mais um dia em que eu acordei e lembrei de como tudo era tão simples, ao ver que as coisas continuam no mesmo lugar. A mudança me faz pensar que o tempo que passou me mudou apenas de uma unica maneira. Coisas que me faziam sentir dor, que hoje, me fazem sorrir.
Sorrir de todas as lembranças que nunca vou deixar passar, pelo simples fato de que, talvez, não existam mais. Sim, talvez.
Talvez é a unica palavra que me faça ter certeza de que tudo já não me satisfaz tanto, ao ponto de ter sempre um ponto de duvida. Como agora.
Talvez, porque eu acredito que como tudo que acaba, a um retorno em que se manifesta todas a duvidas e percepções contrarias, do depois. E eu acredito no depois.
Acredito que depois da vida a um mundo la fora em que compreendemos tudo o que fizemos e compartilhamos momentos de como tudo aconteceu, e como seria se não tivesse sido o que foi.
Como aqui, como o que eu estou fazendo agora, compartilhando o momento em que você se encontra longe e ao mesmo tempo presente de tudo o que acontece.
Hoje foi mais um dia em que eu acordei e lembrei que você já não se encontra mais na minha vida, e durante um ano, eu acreditei não estar sozinha, tendo a sua companhia como presente de um passado que influenciou toda uma historia lida varias vezes por mim mesma em um pedaço de papel. Pedaço esse que hoje se encontra longe, porque talvez.
Olha eu de novo com o talvez.
Talvez, eu também acredito que nada termina, e em futuro distante eu te encontre com uma camiseta branca, um boné antigo, e um abraço querido, como sempre foi.
Hoje, faz 365 dias que você já não se encontra mais aqui.
Esse tempo pode ser considerado pouco quando tudo o que se faz é viver, mas ao me referir em algo mais profundo, ele é considerado o suficiente para encher o olhos de lagrimas toda vez que me lembro de como tudo aconteceu.
E de como seria se ainda estivesse aqui.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Bonito texto!
ResponderExcluir"Sou grego pequeno e forte
ResponderExcluirDas forças do coração
Vi de Sócrates a morte
E conversei com Platão
Sou grego, gosto das flores
Dos perfumes, dos rumores
Mas minh’alma inda tem fé:
Meus instintos não esmago
Não sonho nem me embriago
Nos banquetes de Friné."
Tobias Barreto