Deixei de ser eu mesma quando me perguntei quem sou, nunca pensei que os meus pensamentos mudariam tanto em relação ao meu ‘eu’. De uma coisa é certa, existem varias de mim. A eu, a não eu, a velha eu, a nova eu, a que eu quero ser, e a que você acha que eu sou. Ta ai, quem sou eu?
Posso ser um pássaro com apenas uma asa, que sonha com a sua liberdade de volta, mas perde as esperanças ao ver que arrancaram a única forma que tinha de voar. Eu sou um bêbado caído no chão, sem cara, sem juízo, sem força, sem vontade, sem vergonha e sem identidade. Eu sou um anjo que caiu do céu que com a dor do tombo tenta voltar para o seu devido local. Eu sou a água salgada, que da diversão e mata, sem levar a culpa do poder. Eu sou a mãe desesperada ao ver seu filho aos prantos porque machucou o pé. Eu sou a lagrima caída, da tristeza repentina que logo passou. Eu sou o céu que muda de vista, junto com a hora perdida de quem se atrasou. E sou a vida, que ninguém nunca desvendou.
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