segunda-feira, julho 22, 2013

The end..

Não consigo nem pensar, as palavras já não cabem mais. Tenho tanto pra dizer, tenho tanto pra escrever, mas as lagrimas escapam e a caneta falha, pondo culpa no papel. 
Hoje eu vejo que nada nunca faz sentido. As datas, que foram importantes pra mim, como eu sei que também foram pra você, se coincidiram ate com a data da sua partida. Hoje eu tento guardar em mim todas as boas lembranças que me proporcionou, todos os textos que escrevi, e as palavras que não conseguem sair. Possa ser que um dia eu entenda o porque que você se foi tão cedo, espero que nesse dia, eu já não tenha tanta medo de te ver partir. 
Mas é tão estranho, porque de todas as dores que me causou, essa é a única que só você pode curar. Parece que arrancaram um pedaço de mim, quando só o que eu queria era um encontro casual na fila do estacionamento. Você ia sorrir, piscar o olho e partir. Talvez eu te pedisse uma carona pra casa, e você diria que eu moro em uma favela. Talvez você me dissesse que eu te conheço melhor do que você mesmo, e eu te diria que você nunca me enganou. Talvez um dia você lesse todos os textos do meu blog e ficaria se achando porque sabe que a maioria são pra você. Talvez um dia você se ajoelhasse só pra me pedir um beijo e eu te negaria porque só estava me fazendo de "difícil". Talvez um dia eu desmaiasse na sua sala, sua irmã gritaria: Leina esta morta. E você se preocuparia comigo pela primeira vez. Talvez um dia você chorasse, porque eu disse que não queria mais te ver e você me pediria de presente uma ultima vez. Talvez você me ligue 7 da manhã desesperado, perguntando se a historia que ouviu era verdade e de quebra, me pedisse pra voltar. Talvez você me pegasse em casa duas horas antes de uma festa, diria para o carinha ao lado que essa tem dono, e me chamaria pra dançar. Talvez um dia você me trouxesse uma almofada, porque sem coragem nunca disse que me amava, e la estava escrito por você. Talvez a gente brigue em uma festa, o motivo, deve ter sido alguma merda, que nos fez brincar de ser criança outra vez. Talvez, pela primeira vez, você dissesse que me amava, mas que já não suportava viver ao lado de outro alguém. Talvez no final de tudo, o que tínhamos já tinha ultrapassado de tudo, que ate amigos, nos viramos outra vez. Talvez você já tenha feito isso tudo, e eu só queria por um momento lembrar que o mundo, me fez poder amar mais uma vez.  É que dói, dói demais. Mas a dor é invadida por um sorriso, que mesmo acompanhado por um pouquinho de culpa, me lembra do passado. 
Aquele passado em que eu te avistava la do alto, e você sorria, como quem dizia: Isso tudo vai passar.

quarta-feira, março 27, 2013

Um tanto sem assunto



Caminhando sobre areia que arrasto entre minha saia longa no começo da praia, eu tenho a imagem de que as ondas do mar reservam um pouquinho de cada segredo escondido entre milhares de pessoas que escolhem esse lugar para fugir. O calor me apavora diante do suor que escorre sobre o meu rosto. Não sei se quero ficar aqui. Mas também não sei se quero voltar pra casa. Enquanto me decido, o céu se transforma em paisagem. E imagino o quão grande deve ser a quantidade de pessoas que olham para ele agora. E me lembro do dia em que me perguntaram se ao parar de sentir dor, eu pararia de escrever. A dor que pensei em carregar pelo resto da vida, evaporou, com a simples presença da felicidade que esplandeceu aqui. É como se tudo o que tivesse vivido em todos esses anos, se expandissem em apenas um choque. Hoje o que carrego em mim sobrevive apenas com um sorriso. E sim, eu parei de escrever sobre o que já não era mais preciso. E agora, depois de tantas tentativas e paginas arrancadas eu ainda tenho a dificuldade de encontrar algum assunto que me cabe as palavras. Mas que assunto? quais palavras? Se toda a dor do passado ficou para trás junto com a facilidade de sentir. Eu não sei. Não sabe do que? Não sei de nada, nem do que estou falando. E me perdi com a chuva que repentinamente desabou em mim. E continuei ali. Sozinha, como todas as vezes em que tentei me estabelecer em algum lugar. Mas dessa vez sem dor, sem engrandecer a palavra que desmoronou toda uma vida na qual escondeu todos os sentidos de uma ilusão qualquer.